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De empregado a empregador

Imagem ilustrativa: iStock

Profissionais driblam cenário de crise e abrem o próprio negócio

Em um cenário de retração econômica, o empreendedorismo tem sido o grande responsável por uma alavancada na vida de diversos profissionais e pela geração de renda. Última pesquisa realizada pelo Global Entrepreunership Monitor (GEM), em parceria com o Sebrae, revela que quatro em cada dez brasileiros estão envolvidos na criação de uma empresa, o que representa a maior taxa de empreendedorismo no País dos últimos 14 anos.

A pesquisa indica, ainda, que a criatividade e a resiliência são características dos brasileiros que favorecem o empreendedorismo, mesmo em uma conjuntura marcada pela incerteza. Para conquistar espaço em um mercado competitivo é preciso investir em capacitação profissional, como orienta o gerente de produtos em Gestão do Senac, Tiago da Costa Carvalho. “A dedicação, o estudo e a pesquisa são fundamentais para abrir uma empresa e garantir o sucesso. Juntando estes ingredientes, os candidatos a empreendedores terão grandes chances de atingir suas metas”, pontua. O especialista alerta para a importância de ficar atento às oportunidades e ao cenário do mercado. Segundo ele, não adianta investir tempo e dinheiro em um segmento saturado, é preciso buscar um diferencial.

A sondagem do GEM também revelou que abrir um negócio é uma opção desejável de carreira para 70 a 80% dos entrevistados. Foi o que fez o empresário Heront Moreira, de 31 anos, que faz parte do grupo de brasileiros que tem o sonho de ser empreendedor. Durante seu curso superior em Administração, realizado no Senac, ele montou um plano de negócios, estudou o mercado local e abriu uma loja de material de construção e, posteriormente, uma locadora de equipamentos. “ Decidi sair de outros negócios para abrir minha própria empresa. Completamos em janeiro um ano de mercado e tenho planos de realizar novas contratações e ampliar a loja alugando um novo lote ao lado da atual”, conta com otimismo.

Para Heront, ter um negócio regularizado é fundamental e garante novas oportunidades de investimentos. O especialista do Senac confirma a tendência. “O número de pessoas cadastradas como MEI (Microempreendedor Individual) tem aumentado, isso demonstra um alto conhecimento da população sobre a importância de se profissionalizar e de regularizar seus negócios”, esclarece.

Investir em uma carreira como empresária e abrir um negócio também foi a iniciativa da Cíntia Morais, 31 anos, que viu no curso técnico em Administração do Senac uma solução para empreender e melhorar sua vida financeira. Ela atua, ao lado de uma sócia, com vendas de artigos para sedução e no mercado de decoração de chás de lingerie. “Há anos, sonhava em abrir meu negócio, mas não tinha conhecimento para colocar em prática e gerar renda. Troquei de emprego algumas vezes e não estava satisfeita. No ano passado tomei a decisão de ser uma microempreendedora. Com os conhecimentos que adquiri tenho certeza do crescimento do meu negócio este ano, principalmente, porque já tenho eventos contratados. A previsão é começar a ter lucro em menos de um ano”, conta.